Como chegar
Coité conta com um Terminal Rodoviário, localizado na Rua Teógenes Antônio Calixto, s/n.
De carro
Conceição do Coité pode ser acessada por diferentes rodovias estaduais. Quem vem de Salvador, Feira de Santana, do Recôncavo ou do sul da Bahia deve seguir pela BR-324 até Riachão do Jacuípe e, depois, acessar a BA-120.
Para quem vem de Serrinha, da BR-116, de Alagoinhas ou do Litoral Norte, o principal acesso é pela BA-409. Turistas vindos de Valente, Retirolândia, Santaluz, Queimadas e Monte Santo também chegam pela BA-120. Já o acesso a partir de Salgadália é realizado pela BA-411.
Antes de iniciar a viagem, consulte seu aplicativo de navegação para acompanhar as condições da estrada, possíveis intervenções e o melhor trajeto disponível.
Nossa história
Das rotas do sertão nasceu Conceição do Coité
A história de Conceição do Coité começou às margens dos caminhos percorridos por tropeiros que viajavam entre Feira de Santana e Jacobina. Durante a longa jornada pelo sertão, homens e animais encontravam descanso em uma área onde havia uma fonte de água que permanecia ativa mesmo nos períodos de estiagem. Ao redor desse ponto de parada, formou-se o primeiro povoado.
Segundo a tradição popular, o nome Coité surgiu por causa da árvore conhecida como cuité, encontrada no local. Seus frutos, semelhantes a pequenas cabaças, eram cortados e utilizados como cuias e utensílios domésticos. O nome Conceição está ligado à devoção a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município.
Em 1855, após a doação de terras feita por João Benevides para a construção da igreja dedicada à padroeira, o povoado foi elevado à condição de freguesia pela Lei Provincial nº 539. A autonomia política e administrativa veio em 7 de julho de 1933, data celebrada anualmente como o aniversário de emancipação do município.
Uma identidade construída pela cultura
A cultura coiteense expressa a força, a criatividade e a capacidade de celebração do povo sertanejo. A música, a dança, o teatro, a poesia, o cordel, a capoeira, o samba de roda, as quadrilhas juninas e as manifestações religiosas fazem parte de uma produção cultural diversa, presente tanto na sede quanto nos distritos e comunidades rurais.
Entre as tradições mais antigas está a micareta, cuja primeira edição registrada aconteceu em 1923, ainda com o nome de Micareme. O festejo, que começou com marchinhas, mascarados, cavaleiros e desfiles pelas ruas, atravessou gerações e deu origem à atual Coité Folia, uma das grandes celebrações populares do município e uma importante vitrine para os artistas locais.
Os festejos juninos também ocupam um lugar especial na identidade da cidade. O forró, as quadrilhas, as alvoradas, as comidas típicas e as celebrações comunitárias mantêm vivas as tradições nordestinas em diferentes localidades do município. O Circuito Gonzagão reúne a sede e os distritos em uma programação que valoriza os artistas da terra, a convivência entre as famílias e o jeito coiteense de celebrar o São João.
A religiosidade está presente na Festa de Nossa Senhora da Conceição, nas celebrações da Semana Santa e em outras manifestações de fé que integram o calendário cultural. A cidade também preserva sua memória por meio da literatura de cordel, das filarmônicas, dos grupos musicais, das artes cênicas, da produção audiovisual, do artesanato e dos festivais que revelam novos talentos.
A força que nasce do sisal
O desenvolvimento econômico de Conceição do Coité está profundamente ligado ao sisal. A fibra, adaptada às condições do semiárido, começou a ganhar força na região a partir da década de 1930 e transformou o cotidiano do campo, impulsionando o beneficiamento, a indústria e a produção de fios, cordas, tapetes, peças artesanais e outros produtos.
Com o passar do tempo, a economia se diversificou. Atualmente, Coité possui uma forte atuação no comércio e na prestação de serviços, além de indústrias ligadas ao sisal, ao setor calçadista e a outras atividades produtivas. A agricultura familiar, a mandiocultura, a avicultura, a bovinocultura e a criação de caprinos e ovinos também contribuem para a geração de trabalho e renda, preservando a ligação do município com o campo.
Conceição do Coité é resultado do encontro entre passado e futuro. Uma cidade que nasceu no caminho dos tropeiros, cresceu com a força do sisal e segue avançando sem perder suas raízes, sua fé, sua cultura e o orgulho de sua gente.
Infraestrutura e serviços
- Transporte: 72 táxis, 110 mototáxis e aplicativos de mobilidade ativos na cidade (75 Move, 99 e Uber). Transportadoras turísticas: Diomério Tour e SD Tour.
- Eventos e convenções: AABB, Centro Educacional Ana Rios de Araújo e Teatro Santo Antônio.
- Hotelaria: consulte a seção Onde ficar para a relação atualizada de hotéis e pousadas.
Informações úteis
Antes de conhecer Conceição do Coité, confira algumas informações importantes para planejar sua viagem e aproveitar melhor a cidade.
- Idioma: o idioma oficial é o português. Visitantes estrangeiros podem utilizar aplicativos de tradução durante a viagem.
- Horário oficial: Horário de Brasília — BRT (UTC−3). Não há horário de verão.
- Moeda: real brasileiro (R$). Cartões e Pix são amplamente aceitos, mas leve dinheiro em espécie para feiras, comunidades rurais e eventos.
- Bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Nordeste, Sicoob Coopere e Santander Perto.
- Horários administrativos: os órgãos da Prefeitura funcionam de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h.
- Eletricidade: 220 volts, 60 Hz, com tomadas de dois ou três pinos redondos (padrão brasileiro).
- Saúde: em emergências, ligue gratuitamente para o SAMU (192), disponível 24 horas.
O Departamento de Turismo integra a Secretaria Municipal de Comunicação e Turismo (SECOMTUR). Endereço: Praça Theógenes Antônio Calixto (Centro Administrativo Hamilton Rios de Araújo), s/n, Vila Tóide, 1º andar. Telefone: 0800 042 0150 — opção 9.
Clima e vestuário
Conceição do Coité apresenta clima quente durante a maior parte do ano. As temperaturas médias costumam variar entre 17 °C e 34 °C. Os meses de junho, julho e agosto geralmente apresentam noites e manhãs mais amenas.
Recomenda-se roupas leves e confortáveis, protetor solar, chapéu ou boné, óculos de sol, garrafa de água e calçados confortáveis. Entre junho e agosto, leve um agasalho leve para a noite. Para a Serra do Mucambo e outros atrativos naturais, prefira calçado fechado e firme.
| Mês | Máxima média | Mínima média | Chuva média |
|---|---|---|---|
| Janeiro | 34 °C | 21 °C | 53 mm |
| Fevereiro | 34 °C | 21 °C | 53 mm |
| Março | 34 °C | 21 °C | 53 mm |
| Abril | 33 °C | 20 °C | 47 mm |
| Maio | 31 °C | 19 °C | 33 mm |
| Junho | 30 °C | 18 °C | 29 mm |
| Julho | 29 °C | 17 °C | 22 mm |
| Agosto | 30 °C | 17 °C | 17 mm |
| Setembro | 32 °C | 18 °C | 11 mm |
| Outubro | 34 °C | 20 °C | 20 mm |
| Novembro | 34 °C | 20 °C | 41 mm |
| Dezembro | 34 °C | 21 °C | 51 mm |
Os valores são médias históricas e servem apenas como referência. O período mais seco costuma ocorrer entre a segunda metade de julho e o início de novembro.
Segurança e emergências
- Polícia Militar — 190
- SAMU (urgências médicas) — 192
- Corpo de Bombeiros — 193
- Polícia Civil — 197
- Guarda Municipal — (75) 99861-9768
- Ouvidoria da Prefeitura — 0800 042 0150
Delegacia Territorial de Conceição do Coité: Rua Theógenes Antônio Calixto, s/n — atendimento 24 horas. Guarda Municipal: Rua 2 de Julho, nº 116, Centro. Em caso de perda ou furto de documentos, procure a Polícia Civil; algumas ocorrências também podem ser registradas pela Delegacia Virtual.
